segunda-feira, 29 de outubro de 2012
"Me ensina a desacostumar que eu vou. Me diz um jeito de não correr pra você, quando mais uma tentativa de nova história não dá certo. Me ajuda, porque eu já não aguento mais acabar te contando mais um dia meu, mais um dia sem você, como sempre, só que agora já não me dói. Não sinto mais sua falta, não morro de saudades, não choro, nem sinto meu estômago virar ao contrário quando te vejo, te beijo. Nunca mais tive vontade de dizer que te amo, porque não estou certa se isso seria uma verdade. Muito carinho, talvez. Você sempre vai ser grande parte da minha história e do que eu sou, não dá pra negar, nem apagar. Não seria justo me arrepender, apesar dos pesares e dos pesos de um amor mal vivido. Apesar das cicatrizes permanentes, tivemos também dias felizes, dor e felicidade numa gangorra. Hoje somos dois, duas vidas independentes, que se encostam uma na outra pra descansar de toda essa loucura e essa gente que mente até o nome. Só porque é seguro e familiar, não por qualquer sentimento além disso. Só porque esse parece o caminho de casa e quando se pensa num futuro, os nomes se jogam automaticamente, mesmo sem fazer sentido. Mesmo sem a gente perder os sentidos só de se olhar, mesmo sem entender o que nos prende, se não mais o amor. Mas a verdade é que ninguém tá preso. Então que nos invada o desapego, porque a palavra de ordem é desacostumar."
Marcella Fernanda
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
"E foi assim que eu, finalmente, voltei pra única pessoa no mundo que nunca me abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi desse jeito meio torto, meio bruto que eu voltei pra mim. Foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não vale à pena. Não vale porque se uma pessoa te fere mais do que te cura, isso é doença e não felicidade. É câncer e não amor. Viver de anestesias, dor e mais anestesias é sobreviver e só. Me recuso.Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja. Os arranhões já não me doem, cada decepção eu levo como vacina. Dessa vez prometo não me abandonar, me deixar de lado ou me diminuir por ninguém nesse planeta. Se não tiver jeito, posso até me emprestar, me dividir quem sabe, mas me perder nunca mais. Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Tô feliz, acredita ? Olha só a irônia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar."
Coisa mais estranha é quando se morre estando vivo. Quando se tem vontade de chorar e nem uma lágrima sequer rola pelo rosto. Coisa mais estranha é quando se lembra da existência do coração, e lembra-se simplesmente porque ele dói 24 horas, o que me leva a pensar em você todo o tempo. Que ciclo vicioso é este de dor de amor? O amor não deveria doer, deveria ser uma coisa boa e se não é deveríamos esquecer, mas é quando ele mais incomoda que queremos ele por perto. Que corpo teimoso é esse que eu tenho? Eu não quero falar com você, mas porque diabos já fazem horas que você não me procura? Eu não quero te ver, mas porque motivo você não está na minha calçada esperando que eu ceda? E vive-se aquele momento mais patético da vida, onde uma pena é mais forte e resistente. Aquele momento onde todos estão ao seu lado, menos quem realmente deveria estar e isso causa um vazio que não cabe aqui dentro. É onde todos os amigos parecem inimigos, é quando te xingo apenas para ainda ter o que falar de você. É olhar o celular a cada segundo esperando uma mensagem, receber e ficar com raiva do porquê você ainda me procura. É ver um carro igual ao seu passar e psicoticamente achar que você está me seguindo, e porque não está? Curar o amor é negar o único remédio que pode realmente curar, é como ter dor de cabeça e chupar bala. A bala não cura, ela é só um pretexto. Mas a dor de cabeça passa, demora mas passa.
Você sempre acreditou na vida como uma festa, saídas e bebedeiras. Sem se importar com o amanhã, pra que amanhã se estou aqui hoje e me divertindo? Tão pura, tão ingênua. Foi a esperta mais ingênua que eu conheci, daqueles tipos que beira a bobice. A princípio encantador, depois assustador. Confesso que muitas vezes senti pena, pena de encontrar a pessoa mais perdida que eu já havia encontrado na minha vida, não sabia o que era, não sabia o que queria, não sabia pra onde ia ou o que fazia. Contraditória do inicio ao fim. Tão sabichona. Tão boba. E foi assim que eu permiti que você entrasse na minha vida. Porque né? Vá saber. Não sei em que momento, mas acho que me apaixonei por algum defeito. Com certeza um defeito já que eram eles que estavam ali gritando e chamando toda atenção em você. Hoje me pego pensando, porque eu não permiti que você saísse da minha vida depois de tantas amostras grátis de caráter mal formado. Foram tantos arranhões, mágoas e cicatrizes que poderiam ter sido evitadas. Foram tantas pessoas, tempo e vida que poderiam ter sido aproveitados. Você me anestesiou, conseguiu calar uma voz estridente e uma impaciência sem fim. Impressionante até mesmo pra quem via de fora, como eu havia mudado. Resolvi correr riscos por um amor que eu não via mais por aí. Tão doce. Lembrei do quanto eu havia ouvido que a gente só conhece as pessoas depois de certo tempo, não com você né. Como podia eu não conhecer a pessoa que inundava meus dias, me afogando de atenção e amor? Como podia eu não conhecer a pessoa mais dedicada e carinhosa? Como podia eu não conhecer a pessoa sobre qual eu sabia cada detalhe, cada gosto? Não conhecia. E conheci da pior forma possível, o pior lado possível. Sabe aquela decepção que dói, junto ao aperto no peito que dura tempo infinito não permitindo que você esqueça tal situação? É saber que estava ao lado da pessoa mais imperfeita do mundo e ainda assim se permitir apaixonar, e ainda assim se decepcionar. Tantas promessas de que tudo seria diferente e no fim tudo mais igual que nunca. Você que sempre me fez pensar duas vezes, hoje só me faz querer perder a capacidade de pensar, para que nesses pensamentos eu não possa nunca mais te encontrar.
domingo, 26 de agosto de 2012
"Escrevo como se fosse dona da verdade, ajo como se fosse dona do mundo, na realidade, mal sou dona de mim. Você sabia. Ouvi teu sobrenome nada comum, dia desses. Passou um filme da gente, das tantas vezes que tentamos combinar teu sobrenome no meio dos meus, de todas as formas possíveis. O sobrenome até que combinou, a gente não. Engraçado, né? Você sempre soube que a minha mania de saber de tudo, era só pra disfarçar o quanto eu não sei de nada. Você sempre sabia quando eu percebia que tava errada e a gente ria, porque eu nunca dava o braço a torcer. E sabia, talvez, porque você também era assim. Aprendi contigo muitas coisas, uma delas foi a pedir desculpas. Mesmo sem jeito, mesmo entre os dentes, mesmo aquele "Eu tô certa, que fique claro, mas desculpa aí, fui grossa." E você sempre desculpava, sempre, ainda que entre os dentes também. Ninguém sabia contar piadas sem graça tão bem quanto você. Sua mania, além de me irritar e me fazer bem, era ficar me descrevendo como se conhecesse mais que eu. E, ás vezes, eu acho que conhecia mesmo. Por vezes eu tive que arrumar um motivo, um passado, só pra gente se desentender um pouco, só pra tudo não ficar tão bem sempre e eu não conseguir, depois, ficar confortável fora de nós. E, por mais louco que pareça, a gente sempre foi do tipo que se parecia e se conhecia tanto a ponto de nunca dar certo. Duas peças iguais num quebra-cabeça, que nunca poderiam se encaixar. Foi assim que a gente se perdeu, tão naturalmente quanto se encontrou. Oi, como foi seu dia?, te amo, um adeus subentendido. Tudo tão rápido quanto sincero. Uma história dessas que independem de tempo pra ser linda ou pra sempre. Aquele fim que não leva pedaço de ninguém, porque os dois já sabiam desde sempre que se tratava de uma amostra grátis do amor. Amor, que tanta gente nunca nem sentiu o cheiro, amostra já é grande demais, privilégio demais. Um fim com carinho e frio na barriga sempre que se esbarram por aí. Sem dor, arrependimentos, pesos ou culpas. Foi,de longe, a melhor amostra grátis que os dois já receberam na vida. Qualidade indiscutível. Só acabou."
Marcella Fernanda
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Eu acho que eu não sei muito bem o que é o amor, não entrando no fato de eu ser uma pessoa fechada e indisposta a entender todas aquelas palhaçadas. Mas acho que não sei, porque o amor não é uma só coisa, o amor é um conjunto de atos, sentimentos, dores e tesão, que varia de pessoa pra pessoa. Existe aquele amor onde você é completamente ativo, aquele que você corre atrás, que procura, que investe. Aquele que você ama na turbulência e sem ela não há amor. Existe aquele amor onde você é passivo, tranquilo. Onde tudo está sempre maravilhoso. Esse amor é bom demais, mas pra ser sincera ele cansa depois de algum tempo. Existe aquele amor normal, que é lindo quando tudo está bem, mas onde também existem problemas, brigas e desentendimentos. E existe o seu amor, um amor novo que eu resolvi experimentar. Aquele amor possessivo, aquele amor necessário. Onde o dia não é dia se eu não falar com você durante todo o tempo. Seja por sms, ligações, facebook, skype etc. Aquele amor que te faz feliz, que você não precisa fazer absolutamente nada para que um encontro se torne agradável, estar em sua presença basta. Aquele amor que dói, que causam pontadas no peito incompreensíveis a cada palavra bonita que eu leio, a cada eu te amo que eu escuto, como se fosse a primeira vez. Estar com você é eternamente a primeira vez. Resumindo é lindo te amar.
Mas será que o amor sobrevive e passa por cima de tudo? Não. Ele pode ser a coisa mais importante da sua vida, pode ser a razão do seu viver, pode ser até a unica coisa que você possui, mas não vai existir no mundo alguém que deixe de passar por cima disso quando algo começar a incomodar.
Eu já amei, já me entreguei, já perdi muita coisa que um dia me fez sorrir, mas também já me desiludi. Sabe que quanto maior o amor e a felicidade que ele traz, maior é a dor e o desespero que ele causa. E nós sabemos bem disso. Mas o que é a vida sem amor? Sem alguém que não precise estar do seu lado pra você sentir que faz parte de você? Sem aquela pessoa que é a primeira que você pensa, que é a primeira que você disca o numero? Aquela pessoa que te faz passar o dia olhando pro celular a espera de uma mensagem? Que é a que te deixa mais revoltada por causa dos mínimos detalhes errados? aquela que você tem ciumes até quando ela para de falar contigo pra ir ao banheiro? O que é a vida sem isso? Não é. Então a gente continua buscando, continua acreditando que no próximo encontraremos a cura do defeito do ex. E rezamos, mesmo que inconscientemente, para que aquele seja o ultimo da lista.
Mas isso torna-se complicado quando você acha que encontrou essa pessoa e ela te decepciona. Daí você acha que encontrou de novo e ela te decepciona novamente. Mas você gosta dela, perdoa e torna a pensar que encontrou a pessoa certa, mas ela volta a te magoar. Até quando aguentamos? Eu não sei, mas também não estou a fim de descobrir, não estou em momento de testar meus limites. Acreditar e confiar nas pessoas é algo muito difícil, é apostar todas as fichas em algo que você tem zero controle. Será que vale a pena? Será?
A pessoa que nos magoou um dia passa a não nos interessar mais, mas interessa o amor que sentimos por ela. É uma dor que nos confunde, porque despedir-se de um amor é despedir-se de nós mesmos, e do que fomos para com aquela pessoa. É ter que, mesmo sem querer, voltar a ser o que um dia já havíamos aberto mão, e não fazia mais falta.
Como já dizia Paula Fernandes, tá complicado esquecer teu sorriso, o sentimento, a paixão que ficou. Serão pra sempre os mesmos encantos, mas no momento eu desejo outro amor.
"Venha, não tenha medo. É só o mar. Não, eu não sei nadar. Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem. Mas eu não sei. Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir.Eu não sei. Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi você como você é e é por isso que estou aqui. Confia. Não sei. Pode vir. Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. Não tem fundo mas eu te ajudo a flutuar. Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você quer como eu quero? Quero. Então eu te ajudo. Vem. Isso. Segura em mim. Paz. AzulAgora, você está quase conseguindo. Falta só metade. Você está quase chegando, mas eu vou decepar a sua cabeça pra usar de bóia. Eu também não sei nadar."
quarta-feira, 25 de julho de 2012
"Tem um segredo que as pessoas não contam, pois tem muita gente que não daria conta de digeri-lo: a sua vida pode ser do jeito que você quiser. Sem melodramas, sem discursos poéticos, sem sermões. O fato é que todo mundo nasce com livre arbítrio e vai construindo sua vida, escolha após escolha. Se você parar pra pensar e voltar no tempo, vai conseguir reconhecer e identificar todas as ações que te trouxeram até o exato lugar em que você se encontra hoje. Ora, mas então se somos realmente senhores do nosso destino, então porque tem tanta gente frustrada e infeliz hoje em dia?
A grande variedade de opções à nossa disposição nos dias de hoje dificulta ainda mais as nossas escolhas. É como estar morrendo de fome, mas se perder em meio de um bairro com um restaurante a cada esquina – sua fome é real, mas você não sabe o que quer: você tem fome do quê? você tem sede do quê? Sem conseguir responder a essas perguntas, você rodará eternamente entre os restaurantes mexicanos, italianos, indianos, brasileiros, mas não conseguirá saciar a sua fome, pois você não tem ideia do que quer comer.
Funciona assim também na área dos relacionamentos. Vemos a nossa volta um mar de gente linda, moderna, com bons empregos, com dinheiro, mas tudo isso não faz sentido algum se elas não sabem o que buscam. A moça arruma o cabelo, compra roupa, põe silicone, malha, faz as unhas, se equilibra num salto 15, mas chega na balada e, por não saber o que procura, só vai nos caras errados. Por falta de olhar pra dentro dela mesmo e de descobrir do que seu coração necessita, ela ignora os apelos do seu ser e vai em busca do que é considerado como modelo pela sociedade – o cara de carro do ano, gel no cabelo, braço forte, camisa polo. Ela não buscava isso mas, como não sabe o que busca, se joga no vento, vai como um veleiro pra direção que a vida decidir levá-la.
E depois ela chora, se lamenta, fica deprê no sábado a noite comendo pipoca sozinha quando as baladas já não a satisfazem mais. Não que há algo de errado em sair, beber, dançar, fazer aquela sessão descarrego tão necessária, mas esse tipo de programa só alimenta uma parte muito superficial do seu ser. Quando o som acaba, quando as luzes se apagam, quando o álcool do seu corpo se estabiliza depois do hot-dog prensado, então o vazio fica desesperadamente maior – a solidão ecoa no peito, obrigando a moça a sair de novo para não ouvi-la. E assim começa-se um ciclo de ilusões e de buracos no peito.
Ah, os buracos no peito.
Eles são sempre mais profundos do que você permite-se reconhecer. Se você não cuida, seu peito fica pior do que as ruas esburacadas de São Paulo. Vem a prefeitura, dá uma arrumada de leve, cobre superficialmente os buracos. Por fora, o asfalto é um tapete. Por fora, os que vêem seu sorriso nem imaginam a profundidade dos buracos que carrega por dentro. E depois de alguns dias, depois de serem pisoteados de novo, os buracos se abrem novamente, dessa vez mais profundos, mais machucados, mais difíceis de serem tampados. E você só pode fazer alguma coisa a respeito quando descobrir o que busca.
Então, vai menina, desce do salto, larga o batom, mostra as olheiras, deixa seu cabelo natural se esvoaçar no vento. Não gaste muito tempo se preocupando com o corpo, porque a terra vai se ocupar dele cedo ou tarde – com ou sem maquiagem. Olha um pouco pra dentro, pra o que importa, pra sua alma que há tempos tenta ser ouvida. Desliga o som, fecha os livros, sai da frente da TV. Ouve aquele clamar que ninguém sabe explicar, mas que vem de dentro. E cuidado com a mente – ela abafa os clamores do coração.
Não se perca na busca, nem desista dela. Pare somente quando descobrir o que buscas, o que te alimenta de verdade. Será mesmo que esse trabalho que te prende 14 horas numa sala fechada te faz feliz? Será que homem que diz que te ama mas que te valoriza mesmo pela sua bunda, merece fazer parte da sua vida? Será que esse curso vale mesmo a pena somente por um diploma pendurado na parede? Pra essas perguntas, não existe gabarito – só você poderá respondê-las verdadeiramente.
E quando você descobrir o que procura e soltar um grande foda-se para os padrões que o mundo inteiro tenta te convencer a seguir, você então vai descobrir que a vida é boa, que é bela, que pode ser o que você quiser. E aí então, você vai querer lamentar pelos dias perdidos na escuridão – faça-o, mas não perca muito tempo revivendo o passado. Agora você já sabe – o presente é bom demais para isso."
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Tem sido difícil viver dentro de mim. A vida tem me mostrado seu outro lado, tem me testado. A vida tem me ensinado que às vezes eu preciso mentir para não magoar quem me ama, mesmo muitas vezes me sentindo muito bem com o que eu faço. Ao mesmo tempo busco maneiras de me livrar de tudo que me faz mal, mesmo tendo plena consciência de que busco isso da forma errada. Dói a dor de cabeça, dói até a dor da culpa, mas o que mais dói mesmo é a dor do não poder fazer nada. A dor de se sentir atada e presa numa bolha que criaram pra mim, que é tão forte que eu não sei como sair.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Tudo tem andado muito complicado, tenho andado muito distraída, andado confusa. Como é possível uma pessoa viver o melhor e o pior momento da vida simultaneamente? Se de um lado me sinto liberta, feliz e correta. De outro estou totalmente afundada em crenças sobre o certo e o errado, em questões que me fazem questionar a eternidade de minha infelicidade. São tantas as mentiras, são tantos os momentos em que me sinto perdida tentando me esconder do mundo. Tento me afastar com frequência de minha vida patética e chata e irreal. Pra só assim conseguir viver minha mentira mais que verdadeira. Sinto-me diferente do resto do mundo, enquanto as pessoas passam a vida tentando se achar, eu passo a vida tentando esconder de mim mesma o que achei aqui dentro. Como é possível você se dar conta de que você é exatamente o inverso do que gostaria de ser? E não poder lutar, não poder ser contra. Aliás ser contra o que? Sou eu que estou aqui, sou eu lutando contra mim mesma, me guerreando, ganhando e perdendo batalhas, me matando.
Chego ao ponto de querer sumir, de largar minha vida perfeita, minhas pessoas amadas, minhas futilidades totalmente úteis em troca de leveza, de uma alma branda e sem culpa. A maior riqueza que tenho aqui dentro é a vontade de viver, de acordar e respirar fundo a pureza da vida. Contraditoriamente a maior força que tenho aqui dentro é o medo. E é nisso que me apoio, e é sobre isso que reflito. Como é possível uma pessoa viver com tanto medo, com tanta angústia? Medo das situações, das verdades, das pessoas, de mim.
Eu não quero viver o último tipo de vida que eu escolheria viver. Agora estou dentro de uma caixa de vidro fosca, todos podem me ver, mas não podem me enxergar, não podem me definir. Mesmo gritando, eles não conseguem me ouvir. Estou perdendo a voz.
Eu não sei até onde isso tudo vai chegar, mas rezo para que quando chegue não seja tão ruim quanto penso que será.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Você tem o poder de fazer qualquer um se apaixonar por você, mas é preciso saber o tempo certo das coisas, saber se está realmente preparado pra isso. É preciso se responsabilizar por cada ato. É preciso cuidar do outro exatamente como exige ser cuidado. Porque o outro não é apenas o outro, é de carne, é de osso, é de sentimento. O outro somos nós mesmos, o outro de alguém.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Cansada. É como me sinto, não há outra palavra, não há frase, nem qualquer texto mega qualificado que me defina melhor nesse momento. Eu não tenho forças, nem que eu quisesse eu poderia me sentir com raiva ou com qualquer outro sentimento de tal gênero, isso exigiria muito de mim. Me encontro no meio da noite caçando e modificando letras de musicas para poder ter algo que publicar, para ter como me expressar. Mas não, nem nelas eu tenho conseguido me encontrar. Daí vem aquele momento em que você para pra pensar no porquê das coisas sempre poderem estar pior. Sabe aquele fato que já é ruim por si só e de repente você se encontra afundando na lama do chão do fim do poço? E você não sabe como se livrar, não tem ninguém lá em cima pra te puxar de volta. Mas aí eu logo paro pra pensar, será que eu queria alguém lá em cima pra me puxar? Não, acho que não, eu quero estar aqui, só não quero estar sozinha. Isso me faz bem. Não, isso me faz mal. Ok, isso me consome, apenas me consome. Eu não vou parar para escrever e expressar o quanto eu gostaria que as coisas fossem diferentes, o quanto eu queria que o mundo fosse diferente. Não, não é justo nem com as coisas nem com o mundo. As coisas apenas são, o mundo apenas é. Chega dessa tola ideia de querer mudar tudo e todos. Tudo é uma questão de escolha. Ou não. Mas eu acho sinceramente que o que começa errado, tem tudo pra terminar errado. Não sei, mas eu to apenas tentando manter meus pés no chão.
terça-feira, 19 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sinto que congelei em algum momento da vida e não sei qual foi.
Minha cabeça não pensa, meu coração não bate, minhas pernas não tremem e minha timidez acaba comigo quando você resolve expor seus sentimentos.
Eu to tentando, mas não to conseguindo. Tem algo me prendendo, me apertando. Às vezes até dói e eu nem sei porquê.
domingo, 10 de junho de 2012
"Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito. Alguém que não desista de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente. Quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar."
domingo, 3 de junho de 2012
"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!"
terça-feira, 22 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
“Hoje de manhã eu acordei e fiquei olhando para tudo catatônica, um misto de susto com deslumbramento. Me dei conta de que essa é a pior e a melhor fase da minha vida. Eu nunca andei tão triste e nem tão feliz. Foi difícil enterrar tantos mortos e tantas rotinas, mas está sendo muito fácil viver dentro de mim.”
Tati Bernardi
quarta-feira, 16 de maio de 2012
"Quem já não sofreu por amar alguém proibido? Quem já não fez loucuras de amor sem pensar nas conseqüências? Quem já não viu o lado bom e o mau da mesma pessoa alternando-se sucessivamente? Quem não ficou disposto a enfrentar, no tapa, o mundo todo pela pessoa amada? Quem não receberia até as piores notícias vindas de lindos lábios? Como escolher conscientemente entre o que é certo, o que se deseja e o que é melhor? Quem já? Quem não? Quem? Quem?"
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
"Às vezes eu penso, em uma menina linda, revestida de beleza, com um ar de natureza que me lembra urbanismo. Só de pensar, eu contemplo pensamentos, que jogados ao vento me enviam pelo ar. Sei lá, sei lá. Ela é bem madura, mas, seu jeito me fascina, a mistura de menina a mistura de mulher, fica assim, desse jeito pra quem quer. Seu garçom, espero que um dia, me traga alegria, de um capuccino forte ou de uma ventania. Trazendo para os meus braços aquela menina linda."
Arthur Lima
Ontem tive um sonho e lógico que você estava presente nele. Assim como você tem estado presente nos meus filmes, nas minhas musicas, nos meus pensamentos, nas minhas fotos.
Eu não fui capaz perceber em que momento você entrou em mim, com certeza uma falha, pois eu teria evitado, ou ao menos tentado.
Nos meus sonhos você é sempre uma pessoa linda, feliz por estar ao meu lado e nada parece lhe preocupar. Seus beijos são pra mim, sua pele é pra eu tocar e o seu tempo é todo meu.
Nos meus sonhos a gente vive junto, a gente se ama, se ama no banho, se ama depois de todo um dia de trabalho, ou de todo um dia de briga.
Nos meus sonhos não existem outras pessoas, só existe você e o seu jeito ridículo de me fazer babar numa perfeição que eu idealizei. Que não existe.
Nos meus sonhos eu te tenho nos meus braços, eu lambo sua nuca, eu mordo o seu corpo e minhas mãos praticamente fazem parte da sua pele, como uma aberração.
Mas você não serve pra mim. Mesmo eu sendo um recipiente vazio, sinto que você não cabe aqui dentro, não se encaixa. E de repente, me sinto na obrigação de acordar.
Volto então a respirar o mesmo ar poluído e a me findar em minha insignificância diante dos meus sentimentos ardidos, simples e ao mesmo tempo inexplicáveis.
Por um momento sinto falta de coisas que nunca tive, sinto falta dos momentos que nunca presenciei, sinto falta de uma paixão que nunca me amou. Sinto inveja.
Peço licença então ao meu ódio, a minha raiva, a minha necessidade disfarçada de desprezo e volto a dormir. Pelo menos lá eu sei que vou lhe encontrar.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
E não querer a ninguém...
Pessoas que acham que me querem me irritam. Parece ser tanto o que elas têm a oferecer em suas promessas de amor eterno e diferente de todos os outros, mas ao mesmo tempo tão pouco perto do que eu realmente quero.
Talvez se eu fosse mais humilde eu me daria melhor com a vida e com as pessoas que fazem parte dela. Já dizia meu pai. Mas eu nunca fiz questão de ouvir. Na verdade até ouvia, certas vezes até concordava, mas jamais mudava.
É tão comum essa coisa de ser correto, é tão normal e chato e correto.
Eu quero mais, eu quero mais do que eu tenho e até do que eu posso ter. E às vezes até finjo ser mais do que eu sou, ter mais do que eu tenho. Apenas para bastar para mim mesma.
Eu custo a aceitar a trivialidade do meu ser. Eu custo a aceitar qualquer um que tente provar o contrário disso. Porque ser feliz talvez seja tão chato e imponha uma mesmice tão comum, que isso me cansa. Afinal, defina ‘felicidade’, se me disser algo que ninguém nunca tenha dito ganhará um prêmio e, claro, o meu coração.
Nada do que digo faz de mim uma pessoa melhor, apenas me afogam em meus pensamentos conturbadores e me enterram em meus ideais sem fim. Sou sim um ser solitário, arrogante, mesquinho e fodona. E ainda assim me acho um ser muito melhor que a maioria por aí. Findada em minhas crises pessoais, controlada por um remédio, por um livro, por uma musica, por um chocolate.
É sempre tão igual e chato quando alguém resolve me amar. Aquelas teorias, aqueles roteiros de conversa que nos elevam de completos estranhos para melhores amigos depois de uma única noite de conversa, e o lugar que você vai me chamar pra sair e o beijo que você vai me dar e a paixão que você vai pagar. Chato. Do inicio ao fim, chato.
Eu não busco o impossível, eu busco o diferente. Alguém criativo o bastante pra parar de copiar e começar a criar. Tudo um dia foi inventado, porque não reinventado?
Eu nem sei o que é o certo, nem se ele existe e acho que nunca saberei. Mas tenho consciência que também não é errado querer loucura, querer veneno, querer amargura, querer vida ou até mesmo não querer a ninguém.
Talvez se eu fosse mais humilde eu me daria melhor com a vida e com as pessoas que fazem parte dela. Já dizia meu pai. Mas eu nunca fiz questão de ouvir. Na verdade até ouvia, certas vezes até concordava, mas jamais mudava.
É tão comum essa coisa de ser correto, é tão normal e chato e correto.
Eu quero mais, eu quero mais do que eu tenho e até do que eu posso ter. E às vezes até finjo ser mais do que eu sou, ter mais do que eu tenho. Apenas para bastar para mim mesma.
Eu custo a aceitar a trivialidade do meu ser. Eu custo a aceitar qualquer um que tente provar o contrário disso. Porque ser feliz talvez seja tão chato e imponha uma mesmice tão comum, que isso me cansa. Afinal, defina ‘felicidade’, se me disser algo que ninguém nunca tenha dito ganhará um prêmio e, claro, o meu coração.
Nada do que digo faz de mim uma pessoa melhor, apenas me afogam em meus pensamentos conturbadores e me enterram em meus ideais sem fim. Sou sim um ser solitário, arrogante, mesquinho e fodona. E ainda assim me acho um ser muito melhor que a maioria por aí. Findada em minhas crises pessoais, controlada por um remédio, por um livro, por uma musica, por um chocolate.
É sempre tão igual e chato quando alguém resolve me amar. Aquelas teorias, aqueles roteiros de conversa que nos elevam de completos estranhos para melhores amigos depois de uma única noite de conversa, e o lugar que você vai me chamar pra sair e o beijo que você vai me dar e a paixão que você vai pagar. Chato. Do inicio ao fim, chato.
Eu não busco o impossível, eu busco o diferente. Alguém criativo o bastante pra parar de copiar e começar a criar. Tudo um dia foi inventado, porque não reinventado?
Eu nem sei o que é o certo, nem se ele existe e acho que nunca saberei. Mas tenho consciência que também não é errado querer loucura, querer veneno, querer amargura, querer vida ou até mesmo não querer a ninguém.
terça-feira, 6 de março de 2012
"Pareço um sapo cego dando uma linguada no ar, não vejo o inseto, mas sei que ele está lá. Molho o ar na espera de lamber sua coxa, a pele com menos pêlos atrás do seu joelho. Lamber sua virilha, sentir seu cheiro, brincar com seu umbigo perfeito e boquiaberto por causa da barriguinha. Quem sabe descobrir alguma sujeirinha ali no umbigo, um resto de algodão, um resto de salgadinho vagabundo, um resto de prazer. Eu te amava depois do banho, eu te amava indo trabalhar sujo de mim, eu te amava humano e eu te amava, sobretudo, alienígena e com sono de sentir a vida.
Sinto saudades de respirar o mais profundo possível, como já escrevi antes, perto de sua nuca. E descobrir novidades sem nome e sem solução. Sinto saudades de me perder tentando entender de que tanto você sorria, de que tanto você brilhava, de que tanto você se perdia e se escondia.
Peço licença ao meu ódio tão feio e tão infinito para te amar só mais uma vez. Quero te amar sozinha aqui, na minha casa nova, em minha quase nova vida. Quero esquecer todo o nada que você representa e dar contorno aos desenhos que não saem da minha cabeça. Nunca entendi seu coração, nunca entendi seus olhos, nunca entendi suas pernas, mas só por hoje queria poder lamber sua fumaça para que ela permanecesse mais, pesasse mais.
É libertador esquecer meu desejo de vingança, a vontade que tenho de explodir sua vida, o vício que tenho de passar mil vezes por dia, em pensamento, ao seu lado. E pisar em cima da sua inexistência e liberdade. Chega disso, só pelo tempo em que durarem estas letras e a música que coloco para reviver você, vou te amar mais esta vez. Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre.
Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como podia ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo. Ainda assim, há meses, há séculos que se arrastam deixando tudo adulto demais, morto demais, simples demais, exato e triste demais, eu sinto sua falta com se tivesse perdido meu braço direito.
Esse amor periférico, ainda que não me deixe descoberto o peito, me descobre os buracos. Não são de suas palavras que sinto falta. Não é da sua voz meio burralda e do seu bocejo alto demais para me calar e me implorar menos sentimentos. Não é, tampouco, do seu abraço. Sua presença sempre deixou lacunas e friagens que zumbiam macabramente entre tantas frestas sem encaixe.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existe morte para o que nunca nasceu.
Sinto falta mesmo, para maior desespero e inconformismo do meu coração metido a profundo, de lamber suas coxas, a pele mais lisa atrás dos joelhos. Lamber sua virilha, sentir seu cheiro, brincar com seu umbigo, respirar sua nuca, engolir sua simplicidade, me rasgar com sua banalidade, calar sua estupidez, respirar seu ronco, tocar sua inexistência, espirrar com sua fumaça.
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, uma pessoa sem poesia, sem dor, sem assunto para agüentar o silêncio, sem alma para agüentar apenas a nossa presença, sem tempo para que o tempo parasse. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza.
Sinto falta da raiva, disfarçada em desprezo, que você tinha em nunca me fazer feliz, sinto falta da certeza de que tudo estava errado, mas do corpo sem forças para fugir, sinto falta do cheiro de morte que carregávamos enquanto ainda era possível velar seu corpo ao meu lado, sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, de não dar conta, de não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
Por Tati B.
Sinto saudades de respirar o mais profundo possível, como já escrevi antes, perto de sua nuca. E descobrir novidades sem nome e sem solução. Sinto saudades de me perder tentando entender de que tanto você sorria, de que tanto você brilhava, de que tanto você se perdia e se escondia.
Peço licença ao meu ódio tão feio e tão infinito para te amar só mais uma vez. Quero te amar sozinha aqui, na minha casa nova, em minha quase nova vida. Quero esquecer todo o nada que você representa e dar contorno aos desenhos que não saem da minha cabeça. Nunca entendi seu coração, nunca entendi seus olhos, nunca entendi suas pernas, mas só por hoje queria poder lamber sua fumaça para que ela permanecesse mais, pesasse mais.
É libertador esquecer meu desejo de vingança, a vontade que tenho de explodir sua vida, o vício que tenho de passar mil vezes por dia, em pensamento, ao seu lado. E pisar em cima da sua inexistência e liberdade. Chega disso, só pelo tempo em que durarem estas letras e a música que coloco para reviver você, vou te amar mais esta vez. Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre.
Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como podia ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo. Ainda assim, há meses, há séculos que se arrastam deixando tudo adulto demais, morto demais, simples demais, exato e triste demais, eu sinto sua falta com se tivesse perdido meu braço direito.
Esse amor periférico, ainda que não me deixe descoberto o peito, me descobre os buracos. Não são de suas palavras que sinto falta. Não é da sua voz meio burralda e do seu bocejo alto demais para me calar e me implorar menos sentimentos. Não é, tampouco, do seu abraço. Sua presença sempre deixou lacunas e friagens que zumbiam macabramente entre tantas frestas sem encaixe.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existe morte para o que nunca nasceu.
Sinto falta mesmo, para maior desespero e inconformismo do meu coração metido a profundo, de lamber suas coxas, a pele mais lisa atrás dos joelhos. Lamber sua virilha, sentir seu cheiro, brincar com seu umbigo, respirar sua nuca, engolir sua simplicidade, me rasgar com sua banalidade, calar sua estupidez, respirar seu ronco, tocar sua inexistência, espirrar com sua fumaça.
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, uma pessoa sem poesia, sem dor, sem assunto para agüentar o silêncio, sem alma para agüentar apenas a nossa presença, sem tempo para que o tempo parasse. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza.
Sinto falta da raiva, disfarçada em desprezo, que você tinha em nunca me fazer feliz, sinto falta da certeza de que tudo estava errado, mas do corpo sem forças para fugir, sinto falta do cheiro de morte que carregávamos enquanto ainda era possível velar seu corpo ao meu lado, sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, de não dar conta, de não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
Por Tati B.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Liberdade de você!
De repente me dei conta que minha vida é tão boa e eu não tinha percebido isso. Me sinto, de certo modo, até egoísta de não ter aproveitado isso antes. Estou tão bem comigo mesma e tudo que me cerca, eu tenho tudo para ser feliz!
As vezes atribuir nossa felicidade a outras pessoas não está com nada, pois nós temos o dom de nos fazer melhor do que qualquer outro ser.
Hoje eu realmente me sinto liberta. Hoje, por incrivel que pareça, somente hoje, eu conheci quem você é, e minhas conclusões, com a sua ajuda, não foram boas, já que você fez questão de demonstrar isso a cada segundo.
Mas de uma coisa eu tenho certeza, você tentou mas não conseguiu, por que suas palavras não afetaram um fio de cabelo meu. Pelo contrario, bateram em minha armadura e voltaram todas contra você!
Agora, com certeza, você esta se sentindo uma pessoa pesada, com sentimentos ruins. A sua vida vai se tornar completamente perturbadora e você se sentirá um lixo de ser humano por querer o mal dos outros.
Aprenda que, tudo que fazemos volta para nós, sejam elas coisas boas ou ruins. Porque de tanto desejar o universo lhe concede à sua vida.
Quando eu tentava lhe atingir, eu só me machucava. Hoje estou liberta e as coisas se inverteram e quem se machuca agora, é você!
Sem meias palavras, consigo resumir exatamente o que sinto: pena, tenho pena de você. Me perdoe por isso, mas me agradeça por ainda sentir alguma coisa.
Sei que nada pode estar certo, mas quando converso com Deus, só Lhe peço uma coisa: Faça com que as pessoas que me trazem coisas ruins saiam da minha vida e que as que um dia trarão, nem ousem a entrar nela.
E aí está o resultado.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
"E acho que amor seja que nem um carro – precisa de combustível pra funcionar. Se você não abastece, ele te deixa na mão em meio à Marginal às 6 da tarde, enquanto você ia pra aquela reunião importante. E não adianta xingar os quatro cantos, achar que a vida é injusta, que nada dá certo pra você. Você não colocou combustível. Menosprezou as necessidades do carro, assim como menosprezamos as necessidades do amor. Amor precisa de alimento. Não ache que ele dura pra sempre se você não cuidar. Amar dá trabalho mesmo. É que nem cachorro. Dá um trabalho enorme, mas você automaticamente esquece dos xixis no sofá ou do tapete rasgado quando ele te olha nos olhos e te tasca uma lambida. Aí você tem certeza que valeu a pena."
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Uma vez eu chamei meu coração pra conversar, uma conversa dura e sincera.
E lhe disse que ele estaria proibido de me magoar por toda minha vida, que ele não se apaixonaria pela pessoa errada e ainda que isso acontecesse, ele estaria terminantemente proibido de doer, sangrar e parar de bater para as outras coisas da vida.
Ok, ele fez tudo errado. Fez questão de fazer tudo do avesso.
Ele se apaixonou, se magoou, doeu e sangrou. Mas por incrível que pareça ele não parou de bater para as outras coisas da vida, e esteve assim por muito tempo, se apaixonando, se magoando e doendo, mas sempre batendo a espera do próximo, do próximo e do próximo.
Uma vez meu coração me chamou pra conversar, uma conversa dura e sincera.
E me disse que era apenas um musculo involuntário, mas que eu estaria proibida de me magoar, de me apaixonar pela pessoa errada e assim estaria terminantemente proibida de fazê-lo doer e sangrar, porque bater ele nunca iria parar.
Então juntos aprendemos que não escolhemos as pessoas que se aproximam da gente, muito menos as pessoas que nos farão apaixonar. Mas se a cada suspiro meu ele sentisse uma dor, uma mensagem de urgência seria mandada ao cérebro e ele nos faria reagir racionalmente focando apenas em nossa felicidade!
E lhe disse que ele estaria proibido de me magoar por toda minha vida, que ele não se apaixonaria pela pessoa errada e ainda que isso acontecesse, ele estaria terminantemente proibido de doer, sangrar e parar de bater para as outras coisas da vida.
Ok, ele fez tudo errado. Fez questão de fazer tudo do avesso.
Ele se apaixonou, se magoou, doeu e sangrou. Mas por incrível que pareça ele não parou de bater para as outras coisas da vida, e esteve assim por muito tempo, se apaixonando, se magoando e doendo, mas sempre batendo a espera do próximo, do próximo e do próximo.
Uma vez meu coração me chamou pra conversar, uma conversa dura e sincera.
E me disse que era apenas um musculo involuntário, mas que eu estaria proibida de me magoar, de me apaixonar pela pessoa errada e assim estaria terminantemente proibida de fazê-lo doer e sangrar, porque bater ele nunca iria parar.
Então juntos aprendemos que não escolhemos as pessoas que se aproximam da gente, muito menos as pessoas que nos farão apaixonar. Mas se a cada suspiro meu ele sentisse uma dor, uma mensagem de urgência seria mandada ao cérebro e ele nos faria reagir racionalmente focando apenas em nossa felicidade!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás."
Caio F.
Caio F.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Hoje eu to experimentando uma sensação nova, hoje eu resolvi ser feliz por teimosia. Isso não quer dizer que eu realmente esteja, ou que eu tenha superado tudo que a vida me aprontou. Também não quer dizer que eu tenha desistido de viver, apenas perdoe-me se agora estou cansada.
Hoje eu resolvi ouvir musica alta e gritar melodias que não significam nada, mas se ainda assim eu chorar, será apenas para pôr cada partícula sua, que insiste em estar em mim, para fora.
Sou chata, sou grossa, sou má, sou teimosa e paciência eu não tenho nem para chupar uma melancia. Sei disso, realmente sei, e não preciso de ninguém apontando e reforçando os meus defeitos.
Alguém pra me amar vai ter que me aceitar assim exatamente como eu sou: imperfeita, amor.
Hoje eu resolvi ouvir musica alta e gritar melodias que não significam nada, mas se ainda assim eu chorar, será apenas para pôr cada partícula sua, que insiste em estar em mim, para fora.
Sou chata, sou grossa, sou má, sou teimosa e paciência eu não tenho nem para chupar uma melancia. Sei disso, realmente sei, e não preciso de ninguém apontando e reforçando os meus defeitos.
Alguém pra me amar vai ter que me aceitar assim exatamente como eu sou: imperfeita, amor.
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