sábado, 11 de maio de 2013

Escrevi teu nome na umidade do espelho do banheiro e assim que coloquei o pingo no i, sua imagem surgiu refletida, por trás de mim. E veio chegando como quem não quer nada, misturando as sensações da respiração quente em minha nuca e do cabelo gelado em minhas costas. Olhando sua imagem era impossível controlar minha cara de boba. Tá rindo de que? Eu devo ser mesmo muito apaixonada por você. Então você me vira e me dá um daqueles abraços que só você sabe dar, e no mesmo instante me faz sentir que eu não poderia estar em nenhum outro lugar do mundo, com nenhuma outra pessoa do mundo, fazendo com que eu me sinta a pessoa mais importante da sua vida. Ah! E como eu quero acreditar na eternização dessa importância. Então você se afasta. Me molhou toda! E você ri. Longe demais. Me aproximo de você como quem quisesse dar o troco, e te beijo. Ah, o seu beijo, aquele beijo que encaixa no exato momento que nossos lábios se encontram. Nesse segundo consigo resumir a minha vida e tudo que tenho sonhado pra ela. Que engraçado, só me vem você e uma vida a dois na cabeça. Paro de te beijar, sinto sua boca encostar em minha orelha. Eu te amo. Os olhos se enchem d'água. Eu também. Então a gente se solta, cada uma para um lado, mas sei que não por muito tempo. Me viro novamente para o espelho e percebo que a minha cara de boba ainda permanece, firme e forte. Certamente, o amor da minha vida.