terça-feira, 25 de setembro de 2012

Não me preocupa mais o teu feito. Me preocupa não achar uma maneira mais rápida para te superar.

domingo, 23 de setembro de 2012

"E foi assim que eu, finalmente, voltei pra única pessoa no mundo que nunca me abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi desse jeito meio torto, meio bruto que eu voltei pra mim. Foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não vale à pena. Não vale porque se uma pessoa te fere mais do que te cura, isso é doença e não felicidade. É câncer e não amor. Viver de anestesias, dor e mais anestesias é sobreviver e só. Me recuso.Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja. Os arranhões já não me doem, cada decepção eu levo como vacina. Dessa vez prometo não me abandonar, me deixar de lado ou me diminuir por ninguém nesse planeta. Se não tiver jeito, posso até me emprestar, me dividir quem sabe, mas me perder nunca mais. Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Tô feliz, acredita ? Olha só a irônia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar."
Coisa mais estranha é quando se morre estando vivo. Quando se tem vontade de chorar e nem uma lágrima sequer rola pelo rosto. Coisa mais estranha é quando se lembra da existência do coração, e lembra-se simplesmente porque ele dói 24 horas, o que me leva a pensar em você todo o tempo. Que ciclo vicioso é este de dor de amor? O amor não deveria doer, deveria ser uma coisa boa e se não é deveríamos esquecer, mas é quando ele mais incomoda que queremos ele por perto. Que corpo teimoso é esse que eu tenho? Eu não quero falar com você, mas porque diabos já fazem horas que você não me procura? Eu não quero te ver, mas porque motivo você não está na minha calçada esperando que eu ceda? E vive-se aquele momento mais patético da vida, onde uma pena é mais forte e resistente. Aquele momento onde todos estão ao seu lado, menos quem realmente deveria estar e isso causa um vazio que não cabe aqui dentro. É onde todos os amigos parecem inimigos, é quando te xingo apenas para ainda ter o que falar de você. É olhar o celular a cada segundo esperando uma mensagem, receber e ficar com raiva do porquê você ainda me procura. É ver um carro igual ao seu passar e psicoticamente achar que você está me seguindo, e porque não está? Curar o amor é negar o único remédio que pode realmente curar, é como ter dor de cabeça e chupar bala. A bala não cura, ela é só um pretexto. Mas a dor de cabeça passa, demora mas passa.
Você sempre acreditou na vida como uma festa, saídas e bebedeiras. Sem se importar com o amanhã, pra que amanhã se estou aqui hoje e me divertindo? Tão pura, tão ingênua. Foi a esperta mais ingênua que eu conheci, daqueles tipos que beira a bobice. A princípio encantador, depois assustador. Confesso que muitas vezes senti pena, pena de encontrar a pessoa mais perdida que eu já havia encontrado na minha vida, não sabia o que era, não sabia o que queria, não sabia pra onde ia ou o que fazia. Contraditória do inicio ao fim. Tão sabichona. Tão boba. E foi assim que eu permiti que você entrasse na minha vida. Porque né? Vá saber. Não sei em que momento, mas acho que me apaixonei por algum defeito. Com certeza um defeito já que eram eles que estavam ali gritando e chamando toda atenção em você. Hoje me pego pensando, porque eu não permiti que você saísse da minha vida depois de tantas amostras grátis de caráter mal formado. Foram tantos arranhões, mágoas e cicatrizes que poderiam ter sido evitadas. Foram tantas pessoas, tempo e vida que poderiam ter sido aproveitados. Você me anestesiou, conseguiu calar uma voz estridente e uma impaciência sem fim. Impressionante até mesmo pra quem via de fora, como eu havia mudado. Resolvi correr riscos por um amor que eu não via mais por aí. Tão doce. Lembrei do quanto eu havia ouvido que a gente só conhece as pessoas depois de certo tempo, não com você né. Como podia eu não conhecer a pessoa que inundava meus dias, me afogando de atenção e amor? Como podia eu não conhecer a pessoa mais dedicada e carinhosa? Como podia eu não conhecer a pessoa sobre qual eu sabia cada detalhe, cada gosto? Não conhecia. E conheci da pior forma possível, o pior lado possível. Sabe aquela decepção que dói, junto ao aperto no peito que dura tempo infinito não permitindo que você esqueça tal situação? É saber que estava ao lado da pessoa mais imperfeita do mundo e ainda assim se permitir apaixonar, e ainda assim se decepcionar. Tantas promessas de que tudo seria diferente e no fim tudo mais igual que nunca. Você que sempre me fez pensar duas vezes, hoje só me faz querer perder a capacidade de pensar, para que nesses pensamentos eu não possa nunca mais te encontrar.