quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Eu acho que eu não sei muito bem o que é o amor, não entrando no fato de eu ser uma pessoa fechada e indisposta a entender todas aquelas palhaçadas. Mas acho que não sei, porque o amor não é uma só coisa, o amor é um conjunto de atos, sentimentos, dores e tesão, que varia de pessoa pra pessoa. Existe aquele amor onde você é completamente ativo, aquele que você corre atrás, que procura, que investe. Aquele que você ama na turbulência e sem ela não há amor. Existe aquele amor onde você é passivo, tranquilo. Onde tudo está sempre maravilhoso. Esse amor é bom demais, mas pra ser sincera ele cansa depois de algum tempo. Existe aquele amor normal, que é lindo quando tudo está bem, mas onde também existem problemas, brigas e desentendimentos. E existe o seu amor, um amor novo que eu resolvi experimentar. Aquele amor possessivo, aquele amor necessário. Onde o dia não é dia se eu não falar com você durante todo o tempo. Seja por sms, ligações, facebook, skype etc. Aquele amor que te faz feliz, que você não precisa fazer absolutamente nada para que um encontro se torne agradável, estar em sua presença basta. Aquele amor que dói, que causam pontadas no peito incompreensíveis a cada palavra bonita que eu leio, a cada eu te amo que eu escuto, como se fosse a primeira vez. Estar com você é eternamente a primeira vez. Resumindo é lindo te amar.
Mas será que o amor sobrevive e passa por cima de tudo? Não. Ele pode ser a coisa mais importante da sua vida, pode ser a razão do seu viver, pode ser até a unica coisa que você possui, mas não vai existir no mundo alguém que deixe de passar por cima disso quando algo começar a incomodar.
Eu já amei, já me entreguei, já perdi muita coisa que um dia me fez sorrir, mas também já me desiludi. Sabe que quanto maior o amor e a felicidade que ele traz, maior é a dor e o desespero que ele causa. E nós sabemos bem disso. Mas o que é a vida sem amor? Sem alguém que não precise estar do seu lado pra você sentir que faz parte de você? Sem aquela pessoa que é a primeira que você pensa, que é a primeira que você disca o numero? Aquela pessoa que te faz passar o dia olhando pro celular a espera de uma mensagem? Que é a que te deixa mais revoltada por causa dos mínimos detalhes errados? aquela que você tem ciumes até quando ela para de falar contigo pra ir ao banheiro? O que é a vida sem isso? Não é. Então a gente continua buscando, continua acreditando que no próximo encontraremos a cura do defeito do ex. E rezamos, mesmo que inconscientemente, para que aquele seja o ultimo da lista.
Mas isso torna-se complicado quando você acha que encontrou essa pessoa e ela te decepciona. Daí você acha que encontrou de novo e ela te decepciona novamente. Mas você gosta dela, perdoa e torna a pensar que encontrou a pessoa certa, mas ela volta a te magoar. Até quando aguentamos? Eu não sei, mas também não estou a fim de descobrir, não estou em momento de testar meus limites. Acreditar e confiar nas pessoas é algo muito difícil, é apostar todas as fichas em algo que você tem zero controle. Será que vale a pena? Será?
A pessoa que nos magoou um dia passa a não nos interessar mais, mas interessa o amor que sentimos por ela. É uma dor que nos confunde, porque despedir-se de um amor é despedir-se de nós mesmos, e do que fomos para com aquela pessoa. É ter que, mesmo sem querer, voltar a ser o que um dia já havíamos aberto mão, e não fazia mais falta.
Como já dizia Paula Fernandes, tá complicado esquecer teu sorriso, o sentimento, a paixão que ficou. Serão pra sempre os mesmos encantos, mas no momento eu desejo outro amor.
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