Pessoas que acham que me querem me irritam. Parece ser tanto o que elas têm a oferecer em suas promessas de amor eterno e diferente de todos os outros, mas ao mesmo tempo tão pouco perto do que eu realmente quero.
Talvez se eu fosse mais humilde eu me daria melhor com a vida e com as pessoas que fazem parte dela. Já dizia meu pai. Mas eu nunca fiz questão de ouvir. Na verdade até ouvia, certas vezes até concordava, mas jamais mudava.
É tão comum essa coisa de ser correto, é tão normal e chato e correto.
Eu quero mais, eu quero mais do que eu tenho e até do que eu posso ter. E às vezes até finjo ser mais do que eu sou, ter mais do que eu tenho. Apenas para bastar para mim mesma.
Eu custo a aceitar a trivialidade do meu ser. Eu custo a aceitar qualquer um que tente provar o contrário disso. Porque ser feliz talvez seja tão chato e imponha uma mesmice tão comum, que isso me cansa. Afinal, defina ‘felicidade’, se me disser algo que ninguém nunca tenha dito ganhará um prêmio e, claro, o meu coração.
Nada do que digo faz de mim uma pessoa melhor, apenas me afogam em meus pensamentos conturbadores e me enterram em meus ideais sem fim. Sou sim um ser solitário, arrogante, mesquinho e fodona. E ainda assim me acho um ser muito melhor que a maioria por aí. Findada em minhas crises pessoais, controlada por um remédio, por um livro, por uma musica, por um chocolate.
É sempre tão igual e chato quando alguém resolve me amar. Aquelas teorias, aqueles roteiros de conversa que nos elevam de completos estranhos para melhores amigos depois de uma única noite de conversa, e o lugar que você vai me chamar pra sair e o beijo que você vai me dar e a paixão que você vai pagar. Chato. Do inicio ao fim, chato.
Eu não busco o impossível, eu busco o diferente. Alguém criativo o bastante pra parar de copiar e começar a criar. Tudo um dia foi inventado, porque não reinventado?
Eu nem sei o que é o certo, nem se ele existe e acho que nunca saberei. Mas tenho consciência que também não é errado querer loucura, querer veneno, querer amargura, querer vida ou até mesmo não querer a ninguém.
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